A aventura da Miluna, o complexo de ilusões e experiências em Toledo

Um consultor, um auditor e um comercial. A coisa começa como uma anedota dos anos 80, mas o enredo é bem diferente. Três amigos inquietos que decidiram, de forma escalonada, pendurar as chuteiras dos seus antigos cargos com salário mensal garantido, horários estáveis e tarefas dominadas, para embarcar num sonho de futuro incerto, mas um sonho, afinal de contas. 9 em cada 10 projetos que começam têm uma vida útil de, no máximo, 5 anos. A Miluna é esse sonho de três empreendedores que decidiram ouvir e seguir o seu instinto empreendedor e levantar âncora do porto da “cidade Zona de Conforto”. Hoje entrevisto Alejandro, um dos três missionários que embarcaram na colonização das Skybubbles na região de Madrid.

P. Quando e onde surge a ideia, como conheceram o conceito das Skybubbles?

A. Estávamos a viajar por França, vimo-las e apaixonámo-nos, literalmente. Logo pensámos em trazer o conceito para cá, já que nenhum dos 3 tinha visto nada igual em Espanha.

P. A maioria dos sonhos empresariais que começam numa viagem de amigos termina quando se desfazem as malas ao chegar a casa…

A. Sim, mas nós temos o empreendedorismo no sangue. Quando há confiança em si próprio, sabe-se quando as coisas são sérias e quando não são, e voltámos dispostos a começar algo.

P E o passo seguinte?
A. Organizámo-nos e, em simultâneo, começámos um estudo de mercado para ver a oferta que havia em Espanha de projetos deste tipo e procurar o terreno ideal para o projeto… E vimos uma oportunidade.

P. O que encontraram no estudo de mercado?
A. Só havia dois projetos com características parecidas, um na Catalunha e outro em Navarra, e estavam longe do que queríamos fazer.

“Estávamos a viajar por França, vimo-las e apaixonámo-nos, literalmente. “

Luas de Urano. MILUNA.

P. É aí que a ideia se materializa?

A. A combinação de ver a oportunidade e encontrar um terreno em Toledo que correspondia às expectativas que procurávamos fez com que víssemos claramente que a Miluna se ia tornar realidade. A partir da negociação bem-sucedida com o proprietário do terreno e de encontrarmos o fornecedor ideal, um de nós deixa o seu emprego estável para se dedicar a 100% ao projeto.

P. Como encontraram a Skybubbles?

A. A verdade é que estávamos a ponderar 3 fornecedores, dois daqui e um francês. Fizemos uma pesquisa cuidadosa do mercado, obviamente estava muito em jogo, e finalmente optámos pela Skybubbles.

P: Se tivesse de dizer 3 motivos pelos quais escolheram a Skybubbles como fornecedora do vosso projeto, quais me diria?

A. O atendimento, o apoio ao cliente e a qualidade do produto. O preço valia a pena.

P. E como se formaram? Ou seja, se nenhum vinha do mundo do Glamping nem dos Resorts, o que fizeram?

A. Fizemos estágios de formação noutros projetos e passámos muitas horas em consultas e entrevistas com gerentes e agentes de resorts e glampings; não há melhor forma de aprender do que ver como os outros fazem.

P. Há outro assunto que costuma ser complicado, especialmente em Espanha. As licenças demoraram a sair?

A. Mais do que o esperado. Na verdade, começámos sem as ter. Chegou um momento em que tudo era incompatível: trabalhar por conta de outrem, formar-se no setor, negociar com fornecedores, esperar pelas licenças… A lógica manda que uma coisa se faça depois da outra, mas a realidade ensina que nem sempre é possível!

P. Que corajosos! Explicar em casa que se está a deixar um emprego estável por algo que ainda não foi aprovado… Complicado!

A. Quando se está convencido, nada nos para, e o tempo mostrou que acertámos

P. E qual foi a receção? Como começaram a faturar?

A. Bem, há males que vêm por bem. Alguns meses antes da abertura, já começámos a fazer ações de marketing e a divulgar e promover a abertura. Começámos com 4 Skybubbles e completamente lotados.

P. Começaram com 4 e foram crescendo e reinvestindo no negócio. Quando e como se decide algo assim?

A. Basicamente quando se vê que o mercado aceita e as métricas mostram que há procura suficiente para expandir. Em 2020 fizemos mais 4 e agora, em 2023, mais 4. No total, já temos 12 Skybubbles.

P. Caramba! O que acha que motiva os seus clientes a virem à Miluna?

A. O que os motiva é viver uma experiência diferente. Surpreender o parceiro e passar uma noite diferente em contacto com a natureza. Desligar da rotina do dia a dia. Voltar a ligar-se a si próprio e ao parceiro. Se alguém se aborrece na Miluna, é porque quer! O ambiente privilegiado onde estão as nossas instalações permite ter um fim de semana tranquilo de piscina, massagem e flutuário (uma novidade que imita a sensação de nadar no Mar Morto), até percursos pedestres para todos os níveis, passeios de bicicleta e palestras de astronomia para conhecer melhor as estrelas que podemos ver à noite. O que a Miluna pretende é oferecer ilusão e experiência aos seus hóspedes.

“Quando se está convencido, nada nos para, e o tempo mostrou que acertámos.”

Luas de Urano. MILUNA.

P. E como vê o futuro dos resorts e do glamping? O que reserva o médio e o curto prazo?
A. Sem dúvida, é um setor em ascensão e o feedback dos nossos clientes em geral anima-nos a seguir em frente, inclusivamente crescendo noutras localizações, se for o caso.

P. Então, muita sorte, e foi um verdadeiro prazer entrevistá-lo, Alejandro.
A. Obrigado, Pere, um abraço!